Por que às vezes temos a sensação de já ter vivido algo, embora nunca tenha acontecido (“déjà-vus”)

wrsi 09/03/2021 Relatar Quero comentar

O que é exatamente um déjà-vuPor que às vezes temos a sensação de já ter vivido algo, embora nunca tenha acontecido (“déjà-vus”)O conceito déjà-vu significa “já visto” em francês e foi usado pela primeira vez pelo filósofo e psicólogo Émile Boirac em seu livro L’Avenir des Sciences Psychiques (“O Futuro das Ciências Psíquicas”), publicado em 1917. E apesar de já ter passado mais de um século desde então, a explicação para essa sensação continua sendo motivo de debate.

O déjà-vu é descrito como a sensação de já ter vivido algo antes, sem que consiga se lembrar disso e normalmente acontece de forma fugaz e inesperada. Por exemplo, você está viajando de avião pela primeira vez, mas, durante o voo, tem a sensação repentina de já ter vivido essa situação antes, de que tudo lhe parece familiar: ver o céu pela janela, as comissárias de bordo no corredor e estar a metros de altura acima da superfície.

Isso acontece para 60% a 80 % da população e pode ser uma experiência muito perturbadora, porque uma parte sua sente que já viveu o momento e a outra lhe garante que você nunca esteve naquela situação.

Possíveis causasPor que às vezes temos a sensação de já ter vivido algo, embora nunca tenha acontecido (“déjà-vus”)Os déjà-vus chegam sem aviso prévio e normalmente são muito breves, além de muitas vezes acontecerem a pessoas sem problemas de saúde, o que poderia influenciá-las a ter essa sensação, tornando seu estudo científico especialmente complicado.

E mesmo se alguém não estiver muito familiarizado com esse conceito, dificilmente conseguirá estar consciente de experimentar um déjà-vu. Embora a causa não seja clara, foram estabelecidas possíveis explicações e algumas delas estão relacionadas à memória.

Memória implícitaAnne Cleary, pesquisadora da Universidade Estadual de Colorado, nos EUA, investigou o fenômeno e o seu trabalho a levou à conclusão de que o déjà-vu pode ocorrer como uma resposta a um evento que se parece com algo que você já experimentou, mas que por alguma razão não se lembra.

Para a pesquisadora, o déjá-vu pode ser um truque do cérebro, similar a quando uma palavra está na ponta da língua, mas você não consegue se lembrar dela. É uma manifestação particular de familiaridade, “você tem familiaridade com uma situação em relação à qual sente que não deveria ter, por isso é tão desconcertante, tão surpreendente.”

A pesquisa também pretende compreender porque muitas pessoas acreditaram que o déjà-vu fosse uma forma de premonição. Utilizando a realidade virtual, em que foi possível induzir o déjà-vu, os pesquisadores do estudo perceberam que essa premonição nada mais era do que uma sensação, pois as previsões feitas pelos participantes normalmente estavam equivocadas.

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