Substituir açúcar por adoçante ajuda a emagrecer mesmo?

Matérias Oficiais(+10% Clicks) Amélia 16/12/2020 Relatar Quero comentar

Uma xícara de café, duas, três... A bebida é querida dos brasileiros, e muita gente não abre mão do açúcar na hora de preparar. Até existem substitutos para adoçar o cafezinho, mas alguns torcem o nariz e evitam a troca a todo custo. 

Então, para escolher um lado nessa briga, perguntamos a nutricionistas se, afinal, substituir o açúcar pelo adoçante faz diferença, principalmente para quem deseja emagrecer.

A resposta é sim, mas sem milagres. A substituição não teria tanto efeito se as pessoas usassem o açúcar para adoçar apenas o café. Porém, o fato é que tem o chá, o suco e todos os outros alimentos que consumimos e já contêm a substância. 

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os carboidratos cristalizados comestíveis devem compor 10% da ingestão calórica diária. Isso significa que, em uma nutrição diária de 2.000 calorias, o consumo apropriado é de até 50 g de açúcares. 

Entretanto, uma única latinha de refrigerante contém 37 g, sem contar os corantes e conservantes presentes nos produtos industrializados.

Por isso, aliar o uso de adoçantes naturais a outras estratégias de emagrecimento, como alimentação balanceada e prática de atividade física, é a opção mais indicada. 

A regra é a mesma para toda dieta saudável: moderação, nada de consumo excessivo e preferência a alimentos naturais ou minimamente processados. 

E adoçante também tem dose máxima de consumo indicado, viu? A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determina que essa informação esteja na tabela nutricional presente na embalagem de cada produto.

Evite adoçantes artificiais 

Muito se falou ao longo da última década sobre esses adoçantes estarem relacionados à incidência de câncer, principalmente a sacarina e o aspartame. Não há nenhum estudo que faça essa associação direta, mas eles não são nem um pouco "bonzinhos".

Além de prejudicarem a saúde intestinal —com o aumento de doenças inflamatórias no intestino e síndromes de má absorção —, podem desequilibrar o organismo como um todo.

Os adoçantes artificiais são mais difíceis de serem metabolizados, o que sobrecarrega fígado e rins. Não bastasse isso, há estudos que os associam ao aumento da compulsão por doces.

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